Afinal o que prevalece no Jornalismo: objetividade ou subjetividade?

Talvez muitos não saibam – ressaltando os profissionais da Comunicação -, mas Hunter Thompson (1937-2005) é o percussor de umas das técnicas conhecidas como Jornalismo Gonzo. O americano, apesar da vida repleta de vícios e loucuras, mostrou que a grande imparcialidade em torno do Jornalismo pode ser algo negativo. O estilo Gonzo era uma mistura de ficção e realidade, em que o escritor deixava a objetividade de lado e rompendo a barreira entre escritor e autor do texto.

Contrariando Thompson, grande parte dos manuais jornalísticos afirmam que o mais importante é a imparcialidade, mas será mesmo? É necessário que todo jornalista deixe de lado em seus textos – exceto para crônicas e livros literários – toda a emoção, sentimento e opinião de lado? Talvez a imposição da opinião no seu texto dará ainda mais credibilidade a quem escreve do que o contrário?  O jornalismo literário talvez seja uma solução e não estilo negativo como é visto e escrito pelos Manuais de Redação. Não é necessário abandonar as seis perguntas (“O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?”) e sim, usá-las como ferramentas ao lado da subjetividade, tornando a reportagem puramente noticiosa em uma matéria no qual o leitor poderá sentir o que repórter queria dizer.

Se tornar parte da notícia talvez seja negativo para alguns, mas qual é o medo de expressar sua opinião? Pois quando você divulga um texto, ali está sua opinião, mesmo que discreta e inclusa em argumentos, fontes e personagens da notícia. Então porque não ir além? Colocar sua emoção ao presenciar o fato e sua opinião sobre o que houve ali. O Jornalista precisa às vezes se desvincular da empresa que trabalho, pois seu trabalho é independente do que ditado ali. Precisar relembrar de quando ainda era iniciante e começava os estudos na faculdade, quando teve aquele sonho até utópico de ser o emissor da verdade e dos acontecimentos.

Talvez seja preciso enquadrar-se a época, deixando de lado a ideologia do jovem estudante, mas continuando com sua essência, pois o fundamento e papel do Jornalismo sempre foram a clareza dos fatos.  Deixando as opiniões nas estrelinhas. O sarcasmo na voz. Apenas a clareza do que se quer noticiar. Seguindo o contexto da frase de Hunter Thompson: “A vida se tornou imensuravelmente melhor desde que fui forçado a parar de leva-lá tão a sério”. Pois então, deixe de levar a notícia tão a sério não é deixar de ser profissional. É mostrar que assim como Thompson, como a Revista Piauí – sucesso no Brasil e no mundo por ser uma precursora do estilo Gonzo – e entre outros exemplos na mídia mundial, você como Jornalista também pode emitir opinião e emocionar sem medo.

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